16.4.14

Interview - Anne Podlecki


Eu conheci a Anne a uns 10 anos atrás quando nós tínhamos uma percepção rebelde sobre a vida e achávamos que eramos anarquistas. Não que isso tenha mudado, mas pelo menos hoje sabemos que apesar da vontade não somos anarquistas. A Anne é fotografa já a alguns anos mas de uns meses pra que ela vem se encontrado e se sentindo mais a vontade e verdadeira com os clicks que tem feito. Mas ninguém melhor que ela para falar sobre isso.



 C.L: Oi Anne, sabe que eu tenho uma curiosidade quanto a fotógrafos, muitas das fotos que fazem sucesso são aquele style velho mendigo em preto e branco, crianças da Etiópia passando fome com uma super edição, órfãos no parquinho em sépia. Cara isso me da um bode sem fim, não tiro a beleza de algumas delas de uma forma técnica mas pra mim é uma hipocrisia desnecessária. Eu estou sendo ignorante? Qual sua opinião?
A.P: Oi Carol! Então, eu acho que o documental e o fotojornalismo são, sem dúvidas, as vertentes mais importantes da fotografia, ambos tem como função mostrar pra gente, por exemplo, que mora em uma cidadezinha no sul da Brasil o que tá acontecendo do outro lado do mundo de uma maneira visual, de forma que a gente pode se identificar e se convencer de que aquilo é real. Eu admiro muito quem faz isso, especialmente em lugares nada bonitos ou seguros. Mas realmente, eu dispensaria a edição forçada de fotos assim porque fica contraditório né? Acho que a foto por si já é forte o suficiente, não precisa de um efeito dramático em cima.
C.L: E o tipo de foto que você faz hoje em dia, o que você busca com elas? Qual o ponto de partida da inspiração?
A.P: Eu sempre fotografei gente, sempre gostei de fazer retratos, documentar pessoas. Agora eu estou focando em fotografias mais cruas, retratos bem fiéis, então tirei a roupa e a maquiagem das pessoas e tento retratar elas da maneira mais natural possível e nos meus projetos pessoais, estou focando bastante em tentar criar uma sintonia entre o corpo do fotografado e o cenário. Concentrar nas formas e partes do corpo, tirando qualquer sexualidade da fotografia. Eu acho que eu ainda estou engatinhando, eu sempre acho que eu ainda to engatinhando, então não sei falar muito sobre o que eu fotografo, mas é sempre gente, e ultimamente tenho brincado bastante com formas do corpo.
C.L: Você acabou de se mudar para os Estados Unidos, você acredita que o cenário de fotografia por aí é mais interessante? Por que todo mundo legal sai do Brasil? 
A.P: Então Carol, eu acho que o problema é Curitiba, não o Brasil. Claro, o Brasil (não me leve a mal, eu amo o Brasil, samba, feijoada e tudo isso) é um país complicado pra sobreviver de qualquer arte porque o brasileiro adora arte, mas não gosta muito de aplicar dinheiro nisso. Mas o problema maior, no meu caso, é que Curitiba é uma cidade muito tradicional. Eu tinha bastante dificuldade de encontrar gente pra posar pra mim, porque o nu não é bem visto lá, não me leve a mal, eu tive modelos extraordinárias que confiaram no meu trabalho antes mesmo de eu ter qualquer idéia do que eu estava fazendo. Mas no geral é uma cidade complicada quando se quer sair da caixinha. Mostrar seios em Curitiba é uma coisa que causa NERVOSISMO nas pessoas que vêem as fotos, juro! Eu vim pros Estados Unidos pra estudar, em uma escola em San Francisco fundada pelo Ansel Adams (que é o meu fotógrafo favorito) e que ainda se baseia na fotografia analógica, o que é incrível pros dias de hoje né? E claro, o pessoal de SF é super pelado! Então espero produzir bastante enquanto estou aqui, ter menos "pudor" do que eu tinha que ter no Brasil, haha. E sim, o cenário da fotografia aqui é bem interessante, eu já conheci muitos fotógrafos com visões muito loucas e trabalhos muito diferentes, com certeza aqui a diversidade de artistas é infinita e ninguém tem medo de mostrar seu lado B em suas criações, pessoal não tem vergonha nenhuma, o que é lindo.


 C.L: Você acha que ao decorrer de um processo criativo e estudo a pessoa fica cada vez mais politizada e para de romantizar a sua própria arte?
A.P: Eu acho que evitar a "bitolação" da própria arte é um exercício diário Carol. Eu mesma, por exemplo, tive um hiato bem grande na fotografia, em 2012 e 2013 eu só trabalhei com campanhas e fotos institucionais, porque estava juntando dinheiro pra viajar e não recusava trabalho nenhum. Acabei fazendo muita foto que não tem nada a ver comigo e deixei de lado a prática de fotografar por prazer, de sair por aí com a câmera, e a mágica morreu, desanimei, minha câmera tava juntando pó. Foi só quando eu resolvi tirar minha analógica do armário que as coisas voltaram a caminhar. Eu acho que isso é a coisa mais importante que um fotógrafo pode fazer pra se manter fiel a sua visão, é lembrar de brincar, de ir pra rua com a câmera, é experimentar técnicas novas. Se fotografa com digital, experimenta fotografar com filme, se fotografa com filme, experimenta com a digital, ou com uma descartável (que também é muito legal). Se mantenha jovem na sua arte, lembre que apesar de ela ser seu ganha pão, ela continua sendo a maneira que você tem de expor sua opinião pro mundo, continua sendo a sua voz. Esquece o photoshop um pouco, experimenta novos ângulos, experimenta uma fotografia mais crua. Eu sempre acreditei que em qualquer área da nossa vida, o extraordinário acontece quando a gente sai da nossa zona de conforto, e isso vale pra qualquer artista, qualquer pessoa que de alguma forma emprega sua visão pessoal em criações de qualquer tipo. Fazer o que a gente ama E ganhar dinheiro é uma coisa incrível, mas é importante se reinventar, se manter com sede, continuar aprendendo, tentando, experimentando, não cair dentro daquela caixinha do politicamente correto, do "isso funciona, então é só isso que eu faço". E o mais importante, na minha opinião: estudar bastante, entender o por que de todas as regras técnicas da fotografia, MAS, fazer isso por um só motivo: quanto mais você entende de regras, com mais audácia você pode quebrar elas. 
C.L: Sei também que você já estudou moda, qual sua relação e opinião quanto a isso? Digo "isso" porque por aqui nós não acreditamos mais nessa balela.
A.P: Olha Carol, eu cheguei a estudar moda mas vi no começo que não era pra mim. Eu não consigo lidar com cores e estampas, são coisas que incomodam meu olho desde criança, tanto na rua, na vida quanto nas roupas que eu uso ou nas roupas que eu fotografo. Não me leve a mal, eu adoro roupas, tenho muitas amigas que trabalham na indústria e acho um processo lindo. Mas no meu trabalho, o que importa é a maneira como a roupa interage com o corpo de quem eu to fotografando e com o cenário do quadro, e meu gosto pessoal é bem orgânico. Eu não sou qualificada pra opinar em moda, pra mim e pro meu trabalho, um lençol branco funciona melhor do que qualquer Valentino.
C.L: Tem algum projeto que você pira em fazer e ainda não foi realizado? Pode contar pra gente?
A.P: Sim! Eu quero fazer um coletânea de nus masculinos logo. Tenho trabalhado bastante com nu feminino mas nunca fiz um masculino. A idéia é fazer um retrato dos homens com quem eu me envolver nos próximos dois anos, amigos, colegas de trabalho, namorados, etc. A fotografia pra mim tem muito disso, de recordação, muito do que eu fotografo é porque eu não quero esquecer aquele momento, ou aquela pessoa, ou aquele lugar. E eu gosto de corpo, gosto de cheiro, gosto de gente, sempre gostei de gente, então a idéia é fazer um diário mesmo, documentando os homens que de alguma forma passarem na minha vida. Esse projeto já tá no papel faz um tempo, mas eu acho que a mágica do nu vem de um lugar zero sexual, pra mim o nu perfeito é quando o fotógrafo (ou pintor, ilustrador, etc) consegue retratar um corpo como um objeto de trabalho, sem qualquer conotação sexual envolvida. Por isso eu nunca comecei na prática com essas fotografias, eu acho que ainda não estou em um nível de maturidade fotográfica onde eu consigo ver homens pelados da mesma maneira que eu vejo um fogão. Mas estou trabalhando nisso (haha), e se tudo der certo em um ano vou estar te mandando essas fotos prontas. Obrigada Carol, admiro muito seu trabalho e fiquei super feliz com o convite. 

~

A Anne acabou de lançar um site, você pode visitar ele AQUI.

 Demais, adorei.
xx,
C.L.

13.4.14

Yes, im feeling bored as hell



I spent the last weeks trying to not go out, drink and stuff. But this weekend i did. God...Here in brazil i feel so sad about the mediocre people(lots, all the time, all places), i know is pretty arrogant but come on...why the popular taste is so bad?????? Why the mediocre and bad is a huge succes? Comercial and easy, you dont need to think to understand. So bad. I think im gonna delete my facebook page because is to hurtfull  see this type of shit all the time.


Trying to stay cool.

xxx
C


7.4.14

Untitled



I try to be intuitive and flow with the stream of life, so I abandon the developed forms as soon as I notice their mismatch to my new experiences. Recently I am interested in the parallelism of the different realities, which are available simultaneously for certain events. For instance, in one “layer” we have well-known and established experiences, that are often outdated or irrelevant to the vibrant life. Next layer put on them the living thoughts and feelings that lead to new, more freely actions. I feel that this tension between the realities may be an interesting starting point for artistic and social studies. Context of space. Presented object belongs to something bigger, that determines or expresses it. Simultaneously, art form engages it in a specific game of illusion. Something belongs to the world of matter, most often a sensual element, and something is already a sign of belonging to a larger, undefined space.


21.3.14

Thursday Shots



A friend just introduce me to General Eletrikz this week, im totally addicted... So here some tracks and some photos from thursday.









A lovely weekend for all,
C.

19.3.14

PRSNT

This is a chillin' post. With any ambitions to be more.



"I feel that you shouldn't get involved in an intimate relationship
Until you are emotionally mature enough to handle it totally
Able to cope with your feelings and your sexuality
Without guilt, inhibition or phoniness
But with love, tenderness and honesty"













X,
C.

18.3.14

Last Tracks and JPGS




First, play Dena:






And now whats is going on my desktop:










Odd Space


So, i spent my last night listening to Bowie and writing some pretty deep stuff. I love Bowie but i do not listen to him often. It's pretty special to me, so when i get sad and introspective at same time, i put some Bowie tracks and its like a divine moment.The same for Schubert. To me its like a vintage cartier ring, you don't go out using every day. I "save" it for special moments. So, after hours I'm not get happy, but i feel incredibly complete and this, to me the most important thing. Sometimes we just need feel that way, is not amazing but you can do good stuff with fragile feelings. We think sometimes it's not possible to enjoy sadness moments, but is pretty inspiring.





"No quarto de dormir ralhos queridos não queriam que eu andasse com meu primo. Pantico não tivera educação desde criança e por isso amava vagamundear. Que diriam as famílias de nossas relações que me vissem em molecagens gritantes ou com servos? Só elas é que devíamos frequentar. Eu achava abomináveis as famílias das nossas relações"

"Conselhos" de Memórias Sentimentais de João Miramar


Love,C.

17.3.14

WKND SHTS


Oh well...I have exciting surprises going on, but lets do it slow. In first you guys need to know my fav one: im starting a new column talking about self-esteem, relationship and sex, im incredible happy about that and i will tell more when i can! Its very personal stuff, pretty funny to be honest. Probably some people will judge but i have a good point. 
So, about last tracks and weekend, good shit going on...Take a look:












Saturday w/ my fav shoes ever, from YRU (available on SOLESTRUCK)


LOVE, C.

15.3.14

DEEPLY FRIDAY

I'M FEELING DEEPLY INTROSPECTIVE TODAY. LISTENING TO F.SCHUBERT AND KRAFTWERK. MY FAVS EVER. AND HERE IS WHAT I'M WATCHIN' AND STUFF. 


Like i said before, i spend a few weeks in rio. I travel to there because i had lots of things and meetings in Rio, but one of this thigs was because i was feeling suffocated here. But i felt the same way there. I realize one thing. Im pretty easy going, maybe too much. I have patience, i pretty good in help people feel better, being honest, always. But this make me feel bad with myself after. I don't know why, but in the end of the day i feel tired. To be honest i dont care to feel tired unless i help someone, sounds cliche but was what i wish in my new year wishes, help people and be a good company and a nice person to stay with. But this makes me realize the people are pretty selfish. Every one loves to talk to much about themselfs and i think this is kind of bad. I'm surround with this type of people. Acctualy maybe is not a type...Is general...ones do this more and other less. I don't want to be this type of person. So i will try to be more alone this week and enjoy my own company. I will not laugh if i think its not funny. And i never will said something just to agree with someone. I start a new column, available in two weeks about relationships, doubts, sex and experiences. Hope u guys enjoy. 















Love,
C.



8.3.14

DOUBT

listen to: libertines

What is an experience? Something that breaks a polite routine and for a brief period allows us to witness things with the heightened sensitivity afforded to us by novelty, danger, or beauty, and it’s on the basis of shared experiences that intimacy is given an opportunity to grow. Friendships nourished solely by occasional dinners will never have the depth of those forged on a trek or at a university. Two people who are surprised by a lion in a jungle clearing will. Unless one of them is eaten – be effectively bonded by what they have seen.



3.3.14

me x me plus Boris Vian

I love stay alone for long periods, like one week without going out or talking too much on the phone w/ friends, just doing my things, in my way... If i go out i go by myself.
 I really appreciate my own company. Not easy get here but we all need enjoy our own company. Maybe that is the key. So... im listen  charming classics tracks at this moment. I will share with u guys. Im going to Rio in a few hours so i will miss me x me. I back again soon. Enjoy Boris.






Love,
Carol




10.2.14

Summertime Sadness

Existem coisas que me deixam chateada. Hoje no facebook li palavras que me decepcionaram muito de uma jornalista de moda, que particularmente sempre achei um pouco leviana mas hoje consegui ver por que a moda no Brasil funciona dessa forma. Nem comentei o texto por que logo nos comentários a falta de informação e prepotência da moça já me deixaram surpresa. Eu não sou jornalista, sou estilista, uma curiosa que gosta de escrever e sou louca por pesquisa, dês de muito cedo. Por sorte a minha vó sempre trabalhou nesse meio e sempre teve a cabeça muito aberta, pude aprender da maneira sem certo e errado mas acreditando na inspiração de cada um. O que pude aprender de uns 10 anos pra cá, mesmo com a minha pouca experiência(tenho 23 anos), foi que independente do que você pensa, a reclamação é sua. Se você não gostou de algo, o problema é 100% seu, não quem está vestindo ou fazendo. Como praticante de budismo(fashionistas de "direita" e blogueiras irão me julgar agora), eu realmente tenho uma visão bem aberta e a cada dia tento ficar mais "livre" desse tipo de preconceito. Percebi depois de me custar muito, e errar muito, que se nós não gostamos de algo, talvez nós não tenhamos entendido. E isso faz muito sentido quando você vai crescendo e passa por experiências onde se depara com algumas referências e sacadas que talvez nem todos entendam. Eu digo isso por que eu já estive no lado contrário, julgando e apontando o dedo, criticando alguma roupa ou ação. E hoje vejo que a grande retardada era eu, por não ter sacado do que se tratava. Não ter percebido que cada um faz o que quer e  as roupas são sim, um meio de expressão. Talvez não a moda. 
A questão é que a moda mesmo a cada dia está deixando de ser um meio de expressão por conta da opinião da maioria - "chocante" "louco", é tão fácil dizer isso.  Não tão fácil quanto dizer que apesar de quão maravilhoso alguns terninhos Chanel sejam, chegam a ser entediantes. Existe a opção de mostrar sua personalidade através das roupas, mas não no Brasil. Essas pessoas entendem que moda não é mais um meio de expressão. Mas roupas e estilo pessoal sim. Isso as vezes, não tem nada a ver com moda em si, tem a ver com "inner beuty" e referência. Pode ser feio, pode ser ridículo, pode ser o que for - mas carrega mais bagagem e "história". Conheço tantas pessoas geniais que são extremamente exageradas e provavelmente se fossem famosos, a primeira coisa que diriam é que querem aparecer. No fim as referências acabam vindo do conceitual ou abstrato, as que voce realmente consegue "trabalhar"em cima. Talvez eles entendam muito mais do que nós. A humildade deve fazer mais parte do mercado. E infelizmente não faz. São poucos o que enxergam o novo e estranho como uma coisa boa, como um novo ponto de partida.
Eu fiquei tão feliz quando estava morando em Londres, usei exatamente tudo que eu queria e andava feliz nas ruas sem ninguém ficar olhando, me apontando ou rindo. Me senti livre, e me senti 100% fiel a minha personalidade. Me intriguei com a pergunta, por que eu reclamo tanto no Brasil que não posso usar nada que eu quero e ser eu mesma? Simplesmente por que a mídia exige uma seriedade que talvez não faça parte de todos. Simplesmente por que você vai ser julgado e por mais sutil que seja sua "estranheza" vão te chamar de louco, e sim até seus amigos, não por maldade, mas isso vai acontecer. Por que se a pessoa é diferente de você ela necessariamente quer chamar atenção? Não é um pensamento meio prepotente? Por que nós não podemos deixar isso pra lá e conhecer e conversar com pessoas sem levar o que ela veste ou como é seu cabelo em consideração?  Ou casa isso seja motivo de conversa entre você e seu grupo, vá desvendar o mistério com humildade, conhecendo melhor e tentando entender quem é a pessoa.
Quantas vezes já me xingaram falando que o que eu usava era absurdo, que a minha maneira de pensar é depravada e coisas do tipo, e algumas das vezes pessoas do meio fashion dizem que moda é uma forma de expressão. Um tanto quanto hipócritas não? A minha verdade é que uma única coisa importa na hora de me vestir: o que eu estou sentindo. Um coisa é gostar de se montar para ser fashionista e impecável. Mas não é meu caso e nem o de muitas pessoas que conheço. É usar uma roupa tentando realmente expressar algum sentimento, alguma indignação, utilizar suas ultimas referências culturais no que está vestindo. Não é só por que você não é igual aos outros que você é louco, ou mal, ou estranho. Na verdade é bem melhor ser diferente. Nós não falamos o quão entediante é o que eles usam, por que nós não ligamos. Se essa é a sua personalidade e você está feliz, perfeito. É uma luta se encontrar e definir sua personalidade. Mas quando conseguimos isso é tão único que realmente nada mais importa. Por isso vamos ser humildes e começar a pensar no estranho e no desconhecido como ignorância nossa, não do outro.

Love,
C.L.

B DAY NEWS #23


Oh...Was my b-day last week, incredible fun, but we all know how stressfull can be organize everything. So, here is some details:

Me, tired and in a incredible bad humour wearing my fav outfit ever designed by my fav designer ever: ME. Will be in my collection soon. Saldals: Topshop. Makeup: Thiago Straub.

Yes, that was my naked cake, designed by my best friend and the best chef ever - Nariman Handar. Soon we will record a video, showing how incredible hard is todo this cake, ahhaha.

HOT HUHN???

X
CARO



20.1.14

Loff Sleep Trouble





I'm feeling messy. My lifestyle now can't be worst. I just stay at home all day and night writing,drawing and listen techno. I spend my night doing this because in my silly head is the best moment of my day to creat stuff. Bullshit, is pretty depressive. I use to run every day at 6am. Now i can run at midnight. Not bad at all but i'm totally not doing that. I wake up at 3pm feeling shit and with no energy at all. So, how to fix my sleep problem?

1.What my grandma says:
-Turn off the lights and keep in your bed.

2.What my friends says:
-Try to find a REAL job and if you wake up early you probably will feel tired before midnight

3.What my boyfriend says:
-Keep faar from computer and cellphone 2 hours before go to bed.

So, i try this three options. Failure.

What really help me: Meditation, but is not every night i feel focus to do, so its hard sometimes. Tiger says when we do something 21 consecutive days you really create a routine. So after my b-day in a few weeks i will start this, and say whats happend. I'm dowloading some apps on my iphone now, let's see if helps.

Thanks for listen my 5am scream tigers. U guys are incredible lovely.
Love, and 100% awake,
Carol.





19.1.14

Weekend shots


First:




Me and my boyfriend went out for a walk. Not exactly. Just drive around the city, we found this place:












Have a nice week tigers.
Love,
Carol.